Saber o que é e como fazer certificado digital é o primeiro passo para tirar a sua empresa do papel e garantir que você possa emitir notas fiscais ou assinar contratos sem sair de casa.
Para fazer o seu certificado digital, você deve escolher uma Autoridade Certificadora credenciada pela ICP-Brasil, selecionar o modelo que melhor atende sua rotina (A1 ou A3), realizar o pagamento e agendar a validação da sua identidade, que hoje já pode ser feita totalmente online via videoconferência.
Para quem está começando, o certificado digital é, além de uma chave eletrônica, a garantia de que o negócio está operando dentro da lei e com total segurança jurídica no ambiente digital.
Aproveite o conteúdo!
O que você vai aprender neste conteúdo:
- O certificado digital é a identidade eletrônica da pessoa ou da empresa e permite realizar atividades como emitir notas fiscais, acessar sistemas do governo e assinar documentos digitalmente.
- A escolha entre e-CPF e e-CNPJ depende de quem precisa ser representado, enquanto A1 e A3 definem a forma de armazenamento e uso do certificado.
- O A1 tende a ser mais prático para empresas, principalmente quando há necessidade de automatizar a emissão de notas fiscais ou integrar o certificado a sistemas de gestão.
- Texto do terceiro ponto
- A emissão exige validação de identidade e documentação correta, podendo ser feita online por videoconferência em determinadas situações ou presencialmente.
O que é certificado digital e para que serve?
O certificado digital é a identidade eletrônica de uma pessoa ou empresa no meio virtual. Ele funciona como um "RG digital" com validade jurídica, substituindo a assinatura de próprio punho e o reconhecimento de firma em cartório.
Esta é uma prioridade para o empreendedor moderno, já que a ferramenta protege as transações online contra fraudes e falsificações. Os principais usos do certificado digital são:
Emitir Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e): essencial para quem vende produtos ou serviços.
Acessar o portal e-CAC da Receita Federal: para consultar a situação fiscal da empresa e resolver pendências.
Assinar contratos digitais: com a mesma validade de um documento assinado em papel e reconhecido em cartório.
Cumprir obrigações trabalhistas: acesso ao eSocial para gerenciar a folha de pagamento de funcionários.
Enviar declarações acessórias: garantir que os impostos e informações da empresa cheguem ao governo sem erros.
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Como fazer certificado digital: passo a passo completo
O processo pode ser resumido em quatro grandes etapas: escolha do modelo, solicitação, validação de identidade e instalação.
Esse fluxo se aplica tanto para pessoas físicas quanto jurídicas e, atualmente, pode ser realizado quase inteiramente de forma remota, desde que o titular possua biometria cadastrada ou realize a conferência via videoconferência.
Antes de iniciar, é fundamental ter em mãos os documentos básicos (RG/CNH e CNPJ) e já ter definido se você precisa do modelo A1 (arquivo digital) ou A3 (mídia física).
1. Escolha o tipo de certificado
A primeira decisão é entre o e-CPF (para pessoas físicas e profissionais liberais) ou o e-CNPJ (identidade digital da empresa).
Se o objetivo é emitir Notas Fiscais Eletrônicas e acessar o portal da Receita Federal em nome do negócio, o e-CNPJ é obrigatório.
Além disso, você deve escolher entre os formatos:
A1 (software): instalado diretamente no computador ou servidor. Tem validade de 1 ano, permite cópias de segurança (backup) e é o mais prático para sistemas de gestão e emissão automática de notas.
A3 (cartão ou token): armazenado em uma mídia física. Tem validade de até 3 anos, mas exige que o dispositivo esteja conectado ao computador no momento do uso, sendo menos flexível que o A1.
2. Faça a solicitação online
Após decidir o modelo, você deve acessar o site de uma Autoridade Certificadora (AC) credenciada. No formulário de solicitação, você preencherá os dados do titular ou da empresa e escolherá a forma de pagamento. É importante conferir se os dados digitados estão idênticos aos dos documentos oficiais para evitar problemas na próxima etapa.
3. Realize a validação (online ou presencial)
Esta é a fase em que sua identidade é comprovada. Existem dois caminhos principais:
Videoconferência: se você já possui biometria cadastrada (como na CNH), pode fazer a validação por uma chamada de vídeo rápida, sem sair de casa.
Presencial: caso seja sua primeira emissão ou não possua biometria, será necessário agendar uma visita a uma Autoridade de Registro (AR) para apresentar os documentos físicos e coletar as impressões digitais.
4. Receba e instale o certificado
Com a identidade validada, o certificado é emitido. Se você escolheu o modelo A1, receberá um link para download e uma senha de instalação.
Salve o arquivo em um local seguro e faça um backup. No modelo A3, você retira o token ou cartão (ou recebe via correio) e precisará instalar os drivers do dispositivo no seu computador.
Após a instalação, o certificado estará pronto para assinar documentos e acessar portais governamentais.
Tipos de certificado: qual escolher para CPF ou CNPJ
A escolha errada pode impedir o acesso a sistemas ou gerar gastos desnecessários com renovações precoces.
Para escolher o certificado ideal, o empreendedor deve avaliar se a assinatura será em nome próprio (e-CPF) ou da empresa (e-CNPJ), além de definir se prefere a flexibilidade de um arquivo digital (A1) ou a segurança física de um token (A3).
e-CPF e e-CNPJ: qual é a diferença?
Embora o processo de emissão seja similar, a finalidade de cada um é distinta:
O e-CPF, por exemplo, é o documento digital da pessoa física. É utilizado por profissionais liberais (como médicos e advogados) para assinar prontuários ou petições, e por cidadãos para acessar serviços do Governo Federal (Gov.br), assinar contratos de aluguel ou declarar o Imposto de Renda com dados pré-preenchidos.
Já o e-CNPJ é a identidade digital da empresa. É obrigatório para a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), acesso ao portal e-CAC da Receita Federal e para cumprir obrigações trabalhistas através do eSocial.
Mesmo que o sócio tenha um e-CPF, a empresa precisa do seu próprio e-CNPJ para operar legalmente.
A1 ou A3: qual modelo escolher?
Esta escolha define como você armazenará e utilizará sua assinatura digital no dia a dia:
| Característica | Modelo A1 (Arquivo) | Modelo A3 (Token/Cartão) |
|---|---|---|
| Armazenamento | Instalado no computador ou servidor. | Dispositivo físico (USB ou cartão). |
| Validade | 12 meses. | 12 a 36 meses. |
| Praticidade | Permite cópias e uso em vários dispositivos simultâneos. | Uso limitado ao local onde o dispositivo está conectado. |
| Segurança | Protegido por senha e backup do arquivo. | Protegido por senha e pela posse física do objeto. |
| Vantagem | Ideal para automatizar a emissão de notas fiscais. | Maior tempo de validade antes da renovação. |
⚠️ Dica extra: para a maioria das pequenas empresas e MEIs, o modelo A1 é o mais recomendado. Além de ser geralmente mais barato, ele permite que sua contabilidade ou sistema de gestão emita notas fiscais automaticamente, sem que você precise estar com um token conectado ao computador o tempo todo.
Onde fazer e quem pode emitir o certificado
O certificado digital deve ser emitido por uma Autoridade Certificadora (AC), que é uma entidade pública ou privada credenciada pela ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira) para validar a identidade de pessoas e empresas no ambiente virtual.
As ACs funcionam como "cartórios digitais". Algumas das mais conhecidas no mercado são a Serasa Experian, Certisign e Soluti.
O empreendedor pode realizar todo o processo pelo site dessas instituições, escolhendo aquela que oferece o melhor custo-benefício e suporte técnico para a sua região ou necessidade de videoconferência.
Documentos necessários para emitir o certificado
A falta de um documento atualizado é o principal motivo de atrasos na emissão. Por isso, antes de iniciar o processo, organize os seguintes itens digitalizados:
Para Pessoa Física (e-CPF):
Documento de identidade com foto: RG, CNH ou Passaporte (dentro do prazo de validade).
CPF: caso o número não conste no documento de identidade.
Comprovante de residência emitido nos últimos 3 meses.
Foto e biometria: coletadas no momento da validação (presencial ou online).
Para Pessoa Jurídica (e-CNPJ):
Documento de constituição da empresa: Contrato Social, Estatuto ou Certificado de MEI (CCMEI) atualizado.
Cartão CNPJ impresso do site da Receita Federal.
Documentação dos representantes legais: RG e CPF dos sócios administradores que constam no contrato social.
Inscrição Municipal ou Estadual: dependendo da atividade da empresa e das exigências da AC.
Quanto custa e qual é a validade do certificado digital
O investimento varia conforme a tecnologia escolhida e a validade do documento. Em média, o modelo A1 (validade de 1 ano) custa entre R$ 150,00 e R$ 250,00, enquanto o modelo A3 (validade de até 3 anos) pode variar de R$ 300,00 a R$ 600,00, dependendo da inclusão da mídia física (token ou cartão) e do suporte oferecido pela empresa emissora.
Além do tipo de certificado, outros fatores influenciam no preço final:
Formato de validação: algumas autoridades cobram taxas extras para validação presencial em domicílio ou suporte prioritário.
Promoções e parcerias: muitas vezes, empresas de contabilidade ou associações comerciais possuem convênios que reduzem o custo para o empreendedor.
Sobre a validade: o certificado A1 expira sempre em 12 meses. Já o A3 pode ser emitido para durar 12, 24 ou 36 meses.
Quando vale a pena renovar antes do vencimento? Recomenda-se iniciar o processo de renovação pelo menos 30 dias antes do prazo expirar. Isso evita que sua empresa fique impedida de emitir notas ou acessar o e-CAC caso ocorra algum problema técnico na validação do novo documento.
Principais erros ao emitir e como evitar problemas
Economize tempo e evite novas taxas de emissão sabendo quais são os principais erros na hora de emitir o certificado digital e como evitá-los:
Divergência de dados: o erro mais comum é preencher o formulário com dados diferentes do que consta na Receita Federal ou no Contrato Social. Qualquer diferença em um sobrenome ou número de documento trava a validação.
Documentação incompleta ou ilegível: enviar fotos borradas de documentos ou usar RG com mais de 10 anos de emissão pode causar a rejeição imediata pela Autoridade Certificadora.
Problemas na videoconferência: tentar realizar a validação online sem uma conexão estável ou em ambiente muito escuro impede que o agente verifique sua identidade com segurança.
Esquecimento de senhas: ao instalar o certificado, você criará senhas de acesso (PIN/PUK). Se você perder essas senhas no modelo A3, o dispositivo é bloqueado permanentemente, exigindo a compra de um novo.
Não fazer backup do A1: como o A1 é um arquivo, se o seu computador estragar e você não tiver uma cópia em nuvem ou HD externo, perderá o certificado e terá que pagar por um novo.
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Entendemos que o empreendedor não quer perder tempo com burocracias técnicas, por isso, orientamos nossos clientes em cada etapa da emissão.
Ao contar com uma contabilidade moderna, você evita os erros mais comuns de validação, escolhe o modelo com o melhor custo-benefício para o seu negócio e garante que a sua assinatura digital esteja sempre pronta para emitir notas fiscais e cumprir obrigações fiscais sem atrasos.
A plataforma da Agilize é integrada para ler e gerenciar seus documentos digitais com segurança, permitindo que você foque no que realmente importa: o crescimento do seu negócio.
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